Custom 1200: Pequena, baixinha e invocada

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Pouco mais de dez anos após o final da II Grande Guerra, os ingleses e alemães já estavam com sua indústria funcionando a todo vapor. Motos finas, ágeis e de altas cilindradas invadem a América. Ah! Tio Sam precisava fazer alguma coisa.

Sede da Harley Davidson, Milwaukee: O marketing vai bem obrigado. Em 1956, Elvis Presley havia posado na capa da revista “Enthusiast” sentado em um modelo da Harley (KH), mas a fábrica precisava dar uma resposta técnica. Projetistas começam a desenhar o que viria ser a primeira “Iron Head”, projeto codinome “Sportster”. A resposta da América às esguias motocicletas do além Atlântico, considerada sua primeira “Super Bike”, foi lançada em 1957.

Quase sessenta anos depois, aqui estamos falando do lançamento da versão 2012 de uma moto… Sportster… Sim, a mesma moto de mais de meio século atrás. É o mais antigo modelo de moto de linha ainda em produção e se renovando. Nobre motociclista, imagine o seguinte: se em 1957, seu vovô com  18 anos tivesse comprado uma H-D Sportster, poderia ter continuado fiel não somente a marca, mas ao modelo, e se renovando anualmente até hoje!

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Os “harleiros” mais ortodoxos falam em mito, marca única, blá, blá, blá. Mas uma coisa é verdade, julgar uma Harley sem o contexto da historia é o mesmo que olhar para Monalisa sem saber o que foi a Renascença ou o tal “Da Vinci”.

Como de costume, esta semana de teste foi direcionada a usar a moto no dia a dia, fazendo sol, chuva, trabalhando ou passeando. Apesar de seu longo nome de pedigree: “Harley-Davidson Sportster 1200 Custom – XL1200C”, Carmen foi o nome com o qual ela se apresentou logo no primeiro dia, talvez por ser pequena, baixinha, troncudinha, bela e talentosa. Assim foi: Carmen Miranda.

Dentro da linha Sportster, por uma questão de proposta e design, a 1200 Custom se destaca. Não que ela seja melhor do que as outras, mas o leitor que conhece a linha vai perceber que ela tem um “Q” de diferente, meio que uma transição entre a linha Sportster e Dyna. As cores são: Vivid Black; Big Blue Pearl; Brilliant Silver Pearl (a do teste); Ember Red Sunglo e Ember Red Merlot Sunglo.

Sem delongas vamos ao que o motociclista quer saber para decidir se vai casar com uma Carmen, se vai avançar para um test-ride, ou simplesmente verificar se o que está lendo condiz com a Carmen que ele já possui na garagem, afinal, gostamos de ler sobre nossas motos.

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Missão: Cidade

Ela não é exatamente brilhante no terreno lunar nem em nossos centros urbanos. Evitar altas lombadas e crateras torna-se um exercício e quase uma obsessão. Ela é  curta e esterça bem, facilitando nas manobras e no zigue-zague urbano. A suspensão apesar de possuir regulagem de altura, está longe de ser macia. Já a embreagem é resistente, caso precise de consecutivas trocas de marchas sua mão esquerda vai se exercitar bastante. Descendo pelo cabo da embreagem, a mudança de marcha tem aquele som característico, de “a-caixa-de-câmbio-vai-despencar-no-asfalto”, principalmente quando engatamos primeira no farol. Assusta até o caminhoneiro do lado. Mas fique sossegado, as marchas são bem dimensionadas. É só mais uma marca registrada H-D.

Reforçando o comentário do Eduardo, esqueça aquela carona amiga. A garupa vai ficar meio que pendurada, e pode ser uma experiência eternamente traumatizante. Basta uma arrancada para perder a(o) namorad(a) na faixa de pedestres. Um Sissybar resolveria, mas seria esteticamente questionável. Funcional, porém, a meu ver, uma visão catastrófica.

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Missão:Estrada

A primeira coisa que me vem a cabeça quando penso em estrada é a quinta marcha. É simplesmente uma delícia! Carmen estica as rodas na espreguiçadeira e o som do Evolution vira música. Mantenha a velocidade cruzeiro e aproveite a paisagem. Ah, e a moto não fica “mole”, se precisar fazer uma ultrapassagem. Ela dá conta do recado e acelera bem. Na estrada aberta, a retomada de aceleração é boa em qualquer marcha, obediente, responde de forma precisa. Voltando ao assunto garupa, isso pode significar homicídio doloso!

Diferentemente de alguns modelos Sportster, a capacidade do tanque é bem razoável para viagens (17 litros segundo o manual), e não chega a comprometer. A luz  da reserva já acende a 7 litros de distância da “pane seca”, o que faz com que entremos em pânico gratuito a mais de cem quilômetros da tragédia anunciada. Não é legal… Simplesmente desconsidere.

Em caso de chuva, infelizmente o termo ABS ainda não faz parte do vocabulário fluente das H-Ds. Hoje, o ABS de fábrica é restrito a apenas três modelos da linha Touring (Road King Classic, Electra Glide Ultra Limited and Road Glide Ultra). Para outras linhas, V-Rods, Softails e várias motos Touring, são opcionais. Deve-se comprar um tal de Security Pack (?!). Para a linha Sportster, nada ainda! Então, meu amgo, é atenção no trânsito, mão firme no freio e prece para a baixinha não surfar no asfalto.

Ainda no quesito freio, a moto possui apenas um disco dianteiro. Pela potência e peso (260kg seca), mereceria um duplo. Não compromete, principalmente em terreno seco, mas facilitaria as frenagens mais duras.

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Boa para iniciantes em Harley

A pequena notável é uma boa porta de entrada para os novos HOGs (Harley Owners Group), pois é forte, fácil de pilotar, com um preço acessível, boa de cidade, ótima para viagens e tem ótima liquidez no caso de desistência. Para mim, só perde para a 883, também da linha Sportster.

Além disso, o motorzão aceita alguns desaforos, como usar a marcha errada, sair em segunda e outras aberrações.

Nariz da mãe e olhos do pai

Aqui temos algo controverso. Na verdade é uma característica da Harley. Algumas peças encontradas na Sportster são as mesmas de vários outros modelos, inclusive de outras linhas. Por exemplo, os controles, tanto da mão direita quanto da esquerda, são iguais ao de Road King 2004 (Linha Touring), que por sua vez são idênticos aos de uma Fat Boy 2006 (Linha Softail). Os piscas idem. E por aí vai… O ponto negativo, bem, é que são iguais. Com isso perde um pouco a identidade! A solução é customizar. Ponto positivo: você encontra reposição com maior facilidade.

Em termos de marca registrada, este modelo possui uma característica difícil de ser ignorada: o pneu da roda dianteira, que fica a alguns milímetros de ser um exagero, pois suas medidas são similares ao do traseiro. Chama também a atenção o formato em hélice da roda de liga leve.

Na primeira vez que vi, dei uma volta completa na moto, olhei bem no meio do farol e pensei, “moça, acho que vamos ter problemas de ciclística”. Redondo e literal engano! Apesar do guidão estilo “pull-back” ficar um pouco mais pesado, a moto fica mais macia, com a frente “no chão” e ignora melhor as irregularidades do terreno urbano/lunar, ou seja, não altera tanto a ciclística quanto muda a estética. Na minha opinião, combinação plástica feliz, pois o conjunto estranhamente combina. Ponto para a turma de Milwaukee!

O painel de controle é minimalista. Há apenas o velocímetro e acima dele algumas luzes indicativas (piscas, ignição, óleo, gasolina). Ruim? Não, absolutamente não! Simples, elegante, clássico e retrô, combinando com a origem e a proposta da moto. O visor de cristal líquido conta com o hodômetro, trip A e B e o horário.

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Outra característica H-D: a maioria dos parafusos são galvanizados e tem aquele tom feio de… bem, de parafuso de Harley mesmo! Claro que há uma solução. Uma solução rápida mas custosa: vá a uma loja autorizada e compre kits de “cabeçudihos de cromo”. Sim, a Harley vende kits de parafusos cromados, belos e reluzentes classificados por peça. Por exemplo, quer uma tampa de transmissão primária reluzente? Compre o kit de parafusos desta peça.

No campo do detalhe, é difícil entender o porquê daquelas inscrições nas hastes dos espelhos retrovisores. Mas mesmo com alguma explicação lógica (?), “aquilo” é horripilante.

O nível de vibração da moto é bem aceitável, e ao meu ver não compromete em nada. Mesmo em marcha lenta, o conjunto, associado ao motorzão “Big Twin” Evolution®, foi bem projetado para tremer pouco. Amigo, trate de se acostumar. É uma H-D e não um veículo dos Jetsons!

Moças Prendadas

Como disse anteriormente, e muitos sabem, prepare o bolso que lá vêm as peças e acessórios! As H-Ds em geral, com um pequeno desconto para a linha Touring, vêm abaixo de básica da concessionária. A Sportster Custom 1200 não fica atrás, aliás é uma das preferidas para customização. Uma vez que você a leve para casa, corre um sério risco de sucessivas incursões seguidas de crises de consumo ao entrar em uma loja especializada. Isso pode ser um delicioso “costume” ou o início de uma crise financeira. Use com moderação e cuidado para não transformar a moto em uma árvore de Natal ou em uma atulhada penteadeira do baixo meretrício.

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Moto + Piloto

O que realmente simpatizo na Sportster é a evidência do piloto em relação a da moto. Vou explicar. Imagine um cara, em um posto de gasolina à beira da Rota 66 observando em sua cadeira de balanço a estrada empoeirada que se estende até o horizonte. Lá vem uma moto… Uma Harley de alta cilindrada da linha Touring. Vá lá, uma Road King Classic. Não seria surpresa ouvi-lo comentar com seu cachorro:

picture 19 Custom 1200: Pequena, baixinha e invocada“Olha Doggie, lá vem uma Harley, que bela moto!”

Imagine o mesmo cidadão, no mesmo local, na mesma posição avistando se aproximar uma Sportster ao invés da vistosa Touring. Não seria difícil ouvir:

“Olha Doggie, lá vem um motociclista, e está conduzindo uma Harley, que bela moto!”

Sacou a diferença? Ela, a Sportster, valoriza o piloto e o complementa. O conjunto é interessante. E é por isso que talvez ela tenha vencido a batalha do tempo.

Cara, não tem mistério, se você faz na essência um mesmo projeto por 55 anos, amigo, você tem que fazer o troço bem feito, caso contrário, não teria competência nem para continuar vivo, certo?

Bem, o relato da convivência destes sete dias está aí. Eu, particularmente, gostei muito da Carmen e se já não possuísse a Beyoncè, minha Road King negra, que aliás, embaixo de sua capa de chuva preta, morreu de ciúmes durante a semana que a traí declaradamente, casaria facilmente com uma Carmen.

Mas tire suas próprias conclusões, passe na concessionária H-D mais próxima, tome um café com o vendedor, pergunte, compare e conheça a poderosa baixinha de perto.

Keep riding!

Harley Davidson 1200 Custom Custom 1200: Pequena, baixinha e invocada

28 comments

  1. Harley é um desejo de todo mundo. Ela é invocada, bonita e tem um barulho muito gostoso. Normalmente quem tem uma dessa vive o estilo de vida Harley

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  2. Problema resolvido, troquei o sensor do cavaleta lateral que tava trincado e por isso a moto ficava falhando.
    XL 1200 Custom 12/12 – Harley

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  3. Baltasar bom dia.
    Amigo estou com o mesmo problema que você, comprei minha Black Cat XL 1200 HD, 12/12, ainda na garantia, a um mês mais ou menos, já troquei velas, Abasteço quase sempre com a Podium, e ainda fica falhando. Na concessionaria, me disseram que o sensor do cavaleta lateral tava trincado e por isso a moto fica deste jeito. Vou hj lá trocar pra ver se melhora. Mas e vc resolveu seu problema? Como? me manda um email>
    Valeu

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  4. Salve, meu caro!
    Eu e minha mulher devemos pegar uma HD até janeiro. Moramos na roça (Ouro Preto) e estrada boa é o que não falta por aqui. Estamos pensando na 1200 ou na Switchback. E como não quero “perder” minha amada nas acelerações, parece que a Switchback é a mais indicada. Apesar de achar a 1200 perfeita para cá. Como você testou ambas, o que sugere?
    Abraços,

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  5. “Carmen estica as rodas na espreguiçadeira e o som do Evolution vira música.” Aí vc deu uma mentidinha… no Brasil a 1200 não faz barulho… o escapamento é totalmente silencioso, nenhum sinal de “plo plo plo”… No Brasil a Harley tem som de moto elétrica e olha que não falo do volume, falo do timbre.

    Outra observação é que garupa se tiver sissybar já encara 45 a 60 minutos de viagem sem dores ou melhor que uma dragstar com banco original. Mas piloto e garupa tem que estar com a dieta em dia…

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    • colunista 2 colunista 2

      Olá Karl,

      Ok, claro que se você trocar a ponteira o som melhora e muito! Mesmo assim o som original dela não me desagrada. Esteticamente, não gosto de Sissy Bar em nenhuma situação, mas que é funcional, ah, isso ele é.

      obrigado por participar!

      Abraço,

      Roberto Severo

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  6. caro
    Roberto
    Eu estava em dulvida, mas voce falou tudo que precisava,
    comprei minha primeira Harley,,uma miranda xl1200
    creio que fiquei mas feliz
    estarei pegando minha moto nesta proxima semana
    na Harley Recife..
    grato

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    • colunista 2 colunista 2

      Parabéns Jorge,

      Obrigado por me avisar que o texto foi útil! Muitas felicidades com a sua Miranda… Opa, a Carmen influenciou no nome também? Que ótimo!

      Abração,

      Roberto Severo

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  7. Prezado Roberto

    Realmente vc tem razão em tudo que falou sobre sua Carmem, exceto por um problema.
    Quando comprei minha moto não tinha uma para teste drive, mas como conheço HD e já pilotei um 883, comprei mesmo assim. Bom, logo que sai da loja notei que a moto falhava em baixa, ou como se diz na gíria, fica dando cabeça. O motor só funciona bem acelerando , cheio, Vc sentiu isso também? Voltei da loja e após passar amoto no computador, me disseram que é uma característica da moto. A meu ver é um defeito da moto, que pode andar bem no EUA, mas aqui , com nosso combustível, a moto falha em baixa e mesmo em alta com aceleração constante, ou seja, só anda confortavelmente quando vc acelera.
    Como vc é mais experiente, gostaria de sua opinião.

    abs

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    • colunista 2 colunista 2

      Douglas,

      desculpe pela demora na resposta, mas não senti esta característica/defeito que você relatou. Funcionou muito bem na baixa.

      Abraço,

      Roberto Severo

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    • Conseguiu resolver? Ou comprei sua moto ou é mais comum do que eu gostaria… Veio com ponteira “esportiva”, vou voltar à original par ver se melhora. Dependendo da gasolina podium mais ou menos batizada funciona melhor mas não 100%.

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    • douglas minha hd.mesmo modelo ano 2012. esta com este problema , ja troquei velas, gasolina podium,na adiantou nada, creio que seja defeito de fabrica, se tiver um telefone para conversarmos a respeito agradeço desde ja , vou limpar os bicos.

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      • Baltasar bom dia.
        Amigo estou com o mesmo problema que você, comprei minha Black Cat XL 1200 HD, 12/12, ainda na garantia, a um mês mais ou menos, já troquei velas, Abasteço quase sempre com a Podium, e ainda fica falhando. Na concessionaria, me disseram que o sensor do cavaleta lateral tava trincado e por isso a moto fica deste jeito. Vou hj lá trocar pra ver se melhora. Mas e vc resolveu seu problema? E como? me manda um email.
        Valeu.

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  8. Roberto. Seu relato é incontestavel! Você é um genio! Depois de pouco mais de 250 km, ainda não acredito, que tenho uma Carmen 2012, na minha garagem me esperando, todos os finais de semana ensolarados! Claro. Obrigado!

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    • colunista 2 colunista 2

      Mareclo,

      eu é que agradeço o privilégio do seu comentário!

      Abração,

      Roberto Severo

      Responder
  9. Este foi o melhor relato da 1200 que eu já ví, extremamente original e detalhista, sem perder a essência.

    Responder
    • colunista 2 colunista 2

      Gabriel,

      muito grato pelo comentário!

      Abraço,

      Roberto Severo

      Responder
  10. Boa noite,
    Atualizando as informações de mercado, as vermelhas começaram a chegar nas concessionárias em Sao Paulo, mas mesmo assim, pingando uma aqui outra acolá. Eu finalmente consegui a minha preta, mas confesso que fiquei babando na vermelha. Show de bola!

    Responder
  11. Parabens pelo texto, Roberto . Sou proprietario de uma 1200 Sportster 2012 e ela é tudo o que vc falou. Ótima avaliação.
    Baita máquina .

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    • colunista 2 colunista 2

      Carlos,

      obrigado pelo seu comentário, parabéns pela bela máquina!

      Grande abraço,

      Roberto Severo

      Responder
  12. Roberto,

    parabens pelo texto! vc sabe se vão escrever sobre a 883? Quero comprar uma e precisava de ler uma analise.

    Abraço,
    Mendonça!

    Responder
    • colunista 2 colunista 2

      Luis,

      Também gostaria muito de fazer a comparação, vamos ver se conseguimos a 883.

      Continue com a nos ler,

      Roberto Severo

      Responder
  13. Ótimo texto, descontraido, e associado com informacoes tecncas. Parabens ao Bestriders…

    Continuem nesta tocada.

    M.

    Responder
    • Obrigado Marcos,

      Feliz que tenha gostado.

      Roberto Severo

      Responder
  14. Ola: Que beleza poder participar desse dialogo com a C. Miranda.
    Isso me remete aos anos “50″, bons tempos das Nortons, Matchles, BSA, HRD-Vicent, Triumph e outras.
    Sem dúvida alguma, minha próxima moto sera essa miúda notável.
    “UMA MOTO ESTRADEIRA QUE SE DÁ BEM NO TRANSITO URBANO”.

    Responder
    • colunista 2 colunista 2

      Olá Luis,

      obrigado pelo comentário! Que bom que o texto contribuiu para sua escolha!

      Grande abraço,

      Roberto Severo

      Responder
  15. Só esqueceram de dizer que só em a prata pra vender. Estou esperando pela preta há mais de um mês e nada. A azul, entao…. E se quiser a vermelha, que é linda, vai ter que mandar pintar, nao estão mandando nenhuma pro Brasil :/

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    • colunista 2 colunista 2

      Olá SaciBtu,

      Obrigado pelas informações do mercado, complementado as da moto. Também faço votos que a H-D traga motos de todas as cores. Gosto muito da vermelha também.

      Grande abraço,

      Roberto Severo

      Responder

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