Comparamos: BMW F 800 GS x Kawasaki Versys 650

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Não é como comparar alho com bugalho, mas realmente a BMW F 800 GS e Kawasaki Versys 650 são motos bem diferentes em preço e proposta. Então a pergunta é: o valor entre as duas é justificável?

A resposta não é objetiva e nem fácil, afinal, quando dinheiro não é problema o lado emocional começa a superar o racional na hora de adquirir os “brinquedos”.

Para conhecer melhor as características de cada uma fizemos uma viagem que passou pelas cidades de São Paulo, Campos do Jordão e Monte Verde. O roteiro foi bem alterado para podermos sentir melhor as diferenças na terra (o que não foi pouca). Rodamos quase 60 quilômetros neste terreno. E pior, na chuva.

Mas vamos saber um pouco mais sobre as protagonistas deste embate. De um lado a conhecida Kawasaki Versys 650. Dona de um motor bicilíndrico e roda dianteira de 17″, a moto tem um lado mais esportivo, sem deixar de ser confortável. São 64 cv que tornam a Versys capaz de atingir os 200 km/h indicados no painel e garantem acelerações rápidas. Ela sai por R$ 29.990,00 (ou R$ 32.990,00 com ABS).

Do outro lado está a BMW F 800 GS. Uma nova lenda da marca alemã montada em Manaus que vem fazendo muito sucesso no mundo todo. O segredo? 85 cv, um ronco agressivo, suspensões e freios impecáveis e ABS de série. E o preço… bem menos convidativo, R$ 42.900.

Mas andar com uma autêntica moto alemã tem o seu custo — e as suas vantagens. Durante a viagem trocamos de moto diversas vezes e conseguimos apontar vantagens e desvantagens de cada uma. Na cidade, a BMW pode ser muito alta para pessoas abaixo de 1,75 metros. Mas quem não tem problema de altura desfruta da possibilidade de passar com o guidão por cima dos retrovisores dos carros. O aro de 21″ na dianteira (muito mais indicado para situações off-road) não reduz a agilidade da moto, mas sim garante robustez para a pilotagem em qualquer tipo de terreno, como por exemplo passar por enchentes ou qualquer outro obstáculo urbano. O único senão é a necessidade do piloto ter boa habilidade ao acionar a embreagem. A moto exige bastante controle, assim como no acelerador, para que o motor não apague ou acelere demais nos corredores.

Já a Versys é uma moto na medida. Gostosa de andar, mas sem uma característica marcante como na BMW. O ponto positivo é que tudo funciona como esperamos, com agilidade e precisão. E todo esse controle tem uma desvantagem: a pilotagem não fica tão prazerosa como na sua concorrente.

Em auto-estradas, notamos que apesar da roda de apenas 17″ na dianteira, o menor curso de suspensão e altura torna a Versys mais estável e confortável. O banco de dois níveis e a posição, em que o piloto vai “dentro” da moto e não “sobre” a moto, garante mais conforto. Mas por vezes esquecemos que estamos em uma trail média. Isso devido a falta daquela posição mais ativa que a BMW tem, por exemplo.

Agora, na terra chega a ser uma covardia. Com suspensão dianteira invertida, banco estreito e roda dianteira de 21″, a BMW é só alegria. Quem está com a Versys tem mais dificuldade em se posicionar, além do medo de amassar o aro em alguma pedra do caminho.

Nos equipamentos, a BMW supera com o ABS, aquecedores de manopla, tomadas 12V e na qualidade em geral da construção. Contudo, tudo isso tem um preço, que não é baixo. Afinal, é possível comprar uma Versys e ainda sobra para levar para casa uma moto de 250/300 cilindradas.

Resumindo, a BMW é superior. O mais justo seria comparar a BMW F 650 GS com a Versys, mas esta versão foi não teve continuidade. Em preço, a Versys se assemelha a BMW G 650 GS, dotada de um motor monocilíndrico bem inferior ao da Kawasaki.

Contudo, nesse embate de Davi contra Golias, a Kawasaki se mostrou o melhor custo/benefício, pois apesar do conjunto e desempenho inferiores, atende muito bem o seu dono sem ficar muito para trás em relação à BMW. Apenas na terra a disputa é desleal.

A BMW cobra por ser a referência da categoria e se dinheiro não for problema, delicie-se com a qualidade da F 800 GS e sinta-se parte de um atendimento Premium onde você for.

23 COMENTÁRIOS

  1. Olha amigos tenho uma Versys 2012 e e so alegria !!ela e um canhao!!e uma ninja preparada para o touring!!mecanica facil e confiavel!! tenho amigos com as Bmws e cada vez q tem que levar a uma oficina é um Deus me acuda!uma q pelo q ouço ninquem quer pegar!!peças caras e de dificil encontrar!!olha motos penso q é que nem carro !!!ou japones ou americano!!!

  2. Só o fato de considerar a Versys 650 uma concorrente direta da BMW F800 GS, por si só denota-se que a Versys é muito confiavel uma vez que ela está sendo colocada num patamar superior.
    Uma coisa não entendi: somente de falou de off-roadcomo comparativo principal. No ride em asfalto não foi informado a performance da Versys em curvas.
    Aposto minha Versys se uma F 800 GS chegar na minha frente em qualquer tipo de serra.
    Em outras palavras, no off-road a Versys pode até perder, mas nas curvas… NUNCA!

  3. Graças a Deus me livrei da porcaria da BMW e comprei uma Versys. Excelente motocicleta, ótimo custo benefício, moto confiável, mecânicos preparados e honestos. Fiz a revisão dos 6.000 km fora da garantia e gastei somente 240 reais. Os mecânicos sabem mexer na moto e não tentam te enganar como na BMW. Estou adorando a Versys. Recomendadíssima ! ! !

    • Problemas acontecem com qualquer moto, de qualquer marca… Tenho uma BMW F800GS 2012 comprada zero Km e nunca tive nenhum problema, só alegria.
      Só acho covardia comparar a F800 com a Versys, sem chance. A F800 bate a Versys em todos os sentidos: qualidade, acessórios, desempenho, conforto, ciclistica, etc…

  4. Comprar uma BMW é como comprar uma lancha, duas alegrias e pode apostar que a maior alegria é na venda. Fiquei com a moto 12 meses e só me decpcionei, a moto passa mais tempo na oficina do que na rua. Um lixo de moto, passa muita desconfiança, quebra toda hora e para piorar a assistência técnica é lastimável. Mecânicos mau preparados e tentam te enganar o tempo todo dizendo que “isso é normal, é característica da moto” BMW NUNCA MAIS.

  5. Como disseram alguns, não estamos comparando carros e motos, e muito menos falando em preço, pois todos nós sabemos que aqui no Brasil tudo é mais caro. Não moro no México nem na europa. Se o cara for para a internet vai ficar apavorado com a diferença de preço e até nos sites, os de lá oferecem acessórios e por ai vai, aqui uma porcaria. Mas na comparação entre esses dois modelos, concordo com os companheiros acima, os quais disseram serem motos diferentes. Só a BMW aguenta realmente um off road, ou mesmo uma tocada mais constante fora do asfalto. A outra não se presta para isso, a começar pelas rodas. É uma tourer mais confortável, só isso. Outra questão foi o motor da BMW,(da 800, fabricado pela Rotax.Não é só aqui no Brasil, é em todo o mundo. Pior o da GS650, chines. Ai já viu.

  6. Gosto muito do Bestriders, e entendo que blogs são mais sintetizados na informação, mas os textos aqui devem muito em profundidade.
    Duas máquinas desta mereciam mais informação.
    Crítica construtiva, ok?

    Abraço!

  7. Parabéns. Gostei muito da matéria, que para mim veio a calhar. Sem dúvida ela foi bastante elucidativa e muito contribuiu para dirimir algumas dúvidas antes de realizar a compra de minha moto.
    Iniciei considerando a Versys 650, a BMW 800 GS, a VSTRON 650 e a TRANSALP. O interesse canalizou para a 800 GS e a Versys 650, mas realmente a 800 está muito acima do padrão das demais, principalmente em preço.
    Ainda vou verificar o custo de seguro e de manutenção, mas, a priori, vou optar pela Vresys 650 TOURER, por diversas razões que vocês apontaram e eu não havia dado valor, como: altura do piloto, tipo de terreno que utiliza, experiência de pilotagem, ciclística, etc. mas, principalmente, levando em conta o que consta no penúltimo parágrafo da reportagem “a Kawasaki se mostrou o melhor custo/benefício”.
    Mais uma vez, parabéns pela matéria e obrigado pela contribuição.
    Plagiando o Gilberto aí de cima. Moto abraço

  8. E a manutenção qual é menos dolorida.
    esta certo que quem pode comprar uma moto dessas não pensa muito na manutenção, mas como eu quero comprar uma só para curtir.
    obrigado

  9. Moro num país tropical, abençoado por deus, e bonito por natureza, mais que beleza. Sería maravilhoso se não fosse trágico e decadente. Um país maravilhoso, com autosuficiencia em tudo, riquezas minerais, paisagens exuberantes, um povo guerreiro mais ao mesmo tempo conformado com tanta imcompetencia e malandragem dos seus governantes. eu tenho dinheiro pra comprar essa bmw f 800 gs + eu sabendo que ela custa aqui do lado na argentina R$ 33,000 eu me recuso a compra-la fica aqui toda a minha revolta

  10. Tem que ser muito imbecíl em pagar 43 paus numa moto você ter altíssimo risco de mandar ela pro chão devido ao próprio estilo: terra.
    Ordinário então é pagar 80 mil na 1200 que é uma moto horrorosa para o off-road. Duvida de mim? digite GS1200 no youtube e veja o tanto de tombos bobos que os donos levam. Se os carros já caríssimos aqui no Brasil, imagina as motos então? Com 80 paus você compra um Fusion!! Com 43, você compra um Fox completo. Mas como o próprio texto mostra vamos falar só de motos então: Com 30 mil já tem a própria Versys (fora várias outras opções) e com o restante você pode comprar uma xre, lander, etc.
    Não tá bom demais?? Uma pra você ralar nas brincadeiras e outra para você andar sério nela. Afinal, moto off pra mim são as 600 de 1 cilindro mesmo. Uma big trail se torna perigosa, pois só aceita andar bem na terra em alta velocidade, e é aí que tá o perigo. Aqui não é Europa, onde essas motos são bem mais baratas e manutenção e comércio é tudo melhor que aqui. Ou seja, uma moto de alto valor aqui no Brasil tem que ser tratada com muito cuidado. Falo isso porque já vi muito dono de esportiva jogar 60 mil no lixo por cair e destruir sua moto. Tanto é que um desses aí, a srad dele ficaria em 112 mil reais o conserto dela. Pode? Somos tão ricos assim ou somos trouxas demais?

    • Comparar valores de motos com automóveis?
      Carro é carro, moto é moto. Não tem sentido a comparação.
      Tenho moto custom de 60 mil e tenho ténéré 600 1991.
      O brinquedo vai de acordo com o poder aquisitivo de cada um e, principalmente a paixão de cada um. Pago 60 mil numa moto e, talvez pense muito em pagar 60 ou 70 de um automóvel.
      Desculpe a intromissão meu amigo mas quem é motociclista a 35 anos acredite, sabe oque está falando e, dos riscos que corre(aliás esse risco de queda ou perda da moto nunca deve ser levado em conta ou anda-se de Biz). Moto abraço.

      • palhaçada esse comparativo, comparar uma big trail(f 800gs) com uma turin( versys 650) nada haver! cada uma com uma propostar totalmente diferente da outra, quem precisa de uma g 800gs nunca iria comprar uma versys seja la qual for sua cc por ser mas barata que a g800 gs!

      • Cara, eu me recuso a pagar 40.000,00 por um carro mas pago 60.000,00 por uma moto, paixão não tem preço e convenhamos que porre é andar de carro. Outra coisa não compara preços, quer compra, não quer ou não tem fica quieto.

    • Alan, quanta bobagem em um só post. Amigo, não tem dinheiro pra comprar a BMW, vai comprar uma Kasinsky! Não tem nenhum trouxa comprando a moto de R$43mil não, quem compra pode e curte a moto e ponto final. Mané!

    • Seguro da Versys 5.5mil
      Seguro da F800 GS 1.6mil.
      Seguro da Transalp 5.5mil
      Seguro da Teneré 660z 2.8mil

      aí a grande vantagem da versys vs as demais cai por terra, em 2 anos vc qse empata o valor da F800GS

  11. A Versys 650 é realmente uma excelente moto, na faixa de preço em que está inserida, é sem duvida muito superior às concorrentes. Mas tem um defeito grave: seu estilo é de gosto muitíssimo duvidoso. Já a F 800 GS, que mesmo sendo bem mais cara, vende 3 vezes mais que a Versys, é simplesmente a melhor motocicleta do planeta.

  12. Se a Versys tem problema de amassar os aros, a BMW tem o problema de usar aros para pneus com câmara. Porque os engenheiros da BMW não utilizaram o mesmo tipo de aro (raiado também) como os da 1200 ? Afinal a F800GS, por 43 mil bem que podia vir equipada com estes aros, e um bagageiro também.

      • A única desvantagem do pneu sem câmera é que se você bater a roda e empenar a jante, ele vaza. Tem que ser uma porrada e tanto mas é possível. A solução é desempenar a jante e remontar o pneu. No pneu com câmera, a câmera estouraria do mesmo jeito mas aí é só trocar de câmera (ou remendá-la) e nem precisa mexer na roda. Mas quem vai querer andar com uma jante empenada ?

        Outra coisa o uso da F800 não é aconselhável pneu sem câmera, imagina um pneu em aro de alumínio, uma porrada bem forte e deu pro pau, fica ali mesmo.

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