CBR 1000 RR Fireblade: uma trajetória rumo a evolução

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CBR 1000 RR Fireblade: Motos atuais já tem feito história, entrando no hall das clássicas.  A Fireblade tem sua trajetória na evolução das motocicletas e competições, e é um marco na concorrência.

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Fotos Divulgação CBR_1000_RR

CBR 1000 RR Fireblade: uma trajetória rumo a evolução

Recentemente falamos do sucesso da esportiva Honda RC30, a clássica das corridas lançada no final da década de 80, um marco histórico cuja a estrela brilhou até o início da década de 90, quando as motos de 1000 cc vieram ao cenário trazendo novas perspectivas e competitividade além do esporte, pois o Motociclismo tem sua inegável participação no mundo comercial. Inovar, superar limites com eficácia, segurança, custo benefício, são constantes desafios às engenharias das grandes marcas.  A RC30 deixou seu legado a Fireblade, a nova estrela da Honda que veio brilhar na década de 90, escrevendo assim uma nova trajetória na escala de evolução.

A década de 90 e a competição entre fortes marcas deram origem a produtos fortes e de qualidade. O despontar das motos de 1000 cc no mercado apresentava dificuldades, como por exemplo, motos ágeis em retas,  mas com dificuldades relacionadas ao seu peso em curvas.

Para o engenheiro da Honda, Tadao Baba, esse problema foi encarado com perspicácia: já tinham a VFR 750 RR para então criarem uma CBR 750 RR; já comercializavam a grande CBR 1000 F, e tinham a necessidade de  desenvolver uma moto mais leve e ágil. Assim, Baba trabalhou nas dimensões de uma 750 cc , implementando um motor com diâmetro semelhante em um maior curso, chegando a um 4 cilindros com 893 cc, o que possibilitou o surgimento da classe das 90o cc.

Assim, a Honda apresentou ao mundo em novembro de 1991 a CBR 900 RR Fireblade, que apresentava um chassi leve, geometria agressiva, sendo um imediato sucesso com suas 893cc, desafiando em conceito tudo o que as concorrentes possuíam até então, estando disponível a comercialização em 1992.  Claro que isso iria mobilizar mudanças nas outras marcas, mas por muito tempo, a Fireblade se assentou no trono do pioneirismo.

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Honda CBR 900 RR, de 1992, com suas 893 cc

Abaixo, vídeo da CBR 900 RR de 1992 em ação.

A Fireblade deu um salto de evolução em 1996. Com um motor maior, seus cilindros ganharam mais 1 mm no diâmetro, adquirindo a capacidade de 919 cc e o chassi recebeu melhorias. Uma moto com mais desempenho nas curvas, sendo sucesso até o ano de 1999.

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CBR 900 RR Fireblade em 1996, com 919 cc

Embora a qualidade da imagem seja um pouco desgastada, o vídeo abaixo mostra a Fireblade 1996 com suas 919cc em ação.

temos_fireblade Chegando ao novo milênio, em 2000, a moto passa a contar com o sistema de injeção eletrônica PGM-FI. Ela ganha a capacidade de 929 cc  e traz a inovadora balança traseira que beneficia na centralização das massas, o que ocasiona redução de peso, algo característico das motos esportivas japonesas desse período.

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CBR 900 RR, com 929 cc – 2000 à 2001

O vídeo abaixo demonstra a CBR 929 cc em ação. Observamos que tal espetáculo foi realizado na via pública de outro país, algo que não recomendamos por defendermos práticas seguras de motociclismo em locais  apropriados. Desconhecemos a legalidade da prática em tal país, mas isso no Brasil é inadmissível! Via pública é lugar de respeitar sua vida e a vida alheia.

Em 2002, a moto chega as 954 cc. Seu quadro e balança traseira passam a ser mais rígidos. A moto é aperfeiçoada para melhor realização de curvas, com pedaleiras mais altas também com esse objetivo, o que permite ao piloto realizar inclinações com ângulo maior.  A carenagem permite melhor aerodinâmica, fazendo da moto excelente para as pistas e estradas. Temos um exemplar especial dessa moto aqui no Best Riders, o que você pode conferir aqui em nossa loja de motos.

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CBR 900 RR no Best Riders, com 954 cc, modelo 2002. Confira essa clássica.

Em vias alemãs, veja a CBR 954 RR Fireblade em ação.

Em 2004 para 2005, o novo modelo absorveu das inovações do motores de 1000cc advindas do MotoGP, entrando para a aclamada categoria de um litro. A moto contava com amortecedor eletrônico de direção como item de série, balança traseira Unit Pro-Link. Dimensões reduzidas, massa ainda mais centralizada, um escapamento apenas saindo do centro da rabeta. A moto contava com a capacidade de 998 cc.

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CBR 1000 RR Fireblade 2004, com 998 cc

Esse vídeo demonstra performance da Fireblade 2004. Carece um pouco de qualidade na filmagem, mesmo assim, oferece emoções da moto.

Em 2006, ajustes finos tornaram a moto mais aprimorada. Suspensões foram revisadas, um novo sistema de escapamento incluído e a balança traseira mais leve. Essas foram mudanças características que aperfeiçoaram ainda mais a Fireblade.

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CBR 1000 RR 2006

Em 2008,  Fireblade passou por uma renovação: o motor maior e mais potente com 999 cc; um quadro inédito ao mercado até então, uma moto dois quilos mais leve! O novo amortecedor eletrônico de direção,  suspensões novas e embreagem deslizante, foram alterações que deixaram a moto mais fácil de pilotar. O novo sistema de escapamento possibilitou a redução do peso. Sendo esse mais curto, com a saída na lateral direita da CBR 1000 RR, possibilitou maior torque em baixas rotações.  Esse modelo foi sucesso até 2011, e é importante lembrar que houve a inclusão do ABS em modelos a partir de 2010.

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CBR 1000 RR Fireblade 2008

Em 2012, a moto passou a contar com aprimorado conjunto de suspensões, novas rodas e carenagem superior, mudando também o visual com novos faróis. O painel de instrumentos também foi reformulado. Enquanto outros fabricantes apostaram em tecnologias como Controle de Tração,  modos de mapeamento do motor, a Honda manteve a tradição, apenas incluindo o sistema de freios ABS, alem de novos ajustes no sistema de injeção eletrônica, que proporcionam melhor entrega de torque. Mudanças visuais tornaram a moto mais atraente.

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CBR 1000 RR Fireblade 2012, com 999,8 cc

Vídeo de apresentação da CBR 1000 RR Fireblade 2012, quando o conceito da Fireblade já fazia 20 anos de existência.

Em 2013, a Fireblade não teve alterações técnicas significativas, mas ofereceu novas cores e grafismos, inspiradas no MotoGP e em competições de Endurance.

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CBR 1000 RR Fireblade 2013 nas cores Endurance

A versão 2014 veio com mudanças no motor para entregar mais potência  e performance em médias e altas rotações, tendo uma versão padrão e a SP (Sport Production). Esteticamente, a moto é a mesma, com poucas alterações nos grafismos, mas as alterações foram direcionadas ao motor e chassi. Os cilindros do motor recebem as dimensões de 76 x 55,1 milímetros e a taxa de compressão para 12,3:1. O motor DOHC de 999 cc com suas 16 válvulas entrega a potência de 181 cavalos, enquanto a versão anterior entregava 178 cv. Alterações na entrada de ar e no sistema de escapamento aperfeiçoaram a eficiência da moto ao aumentar a abertura na câmara de combustão. Isso significa mais potência nas altas rotações e maior torque em médias. Essas são algumas das mudanças dessa versão muito atual.

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CBR 1000 RR Fireblade 2014

A Versão 2015 oferece menor potência, voltando aos 178 cv, o que foi compensado com mais agilidade em mudanças de direção o que lhe confere muita eficiência.

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CBR 1000 RR Fireblade 2015 nas cores Repsol

Há muito mais a dizer de cada modelo e versão da Fireblade. Seu reinado começou na década de 90, e ela segue um sucesso na primeira década do novo milênio. Vemos a Honda em constante evolução, e o desafio proposto pela Fireblade ao mercado impulsionou outros sucessos, em outras marcas, como a Yamaha YZF-R1,  que nasceu em 1998 (confira esse artigo), uma super moto com cinco gerações.

Quem testemunhou a década de 90 (esperamos que a grande maioria, embora temos leitores do novo milênio que com seus quinze anos já sonhando com suas motos, o que é saúdavel), viu transformações, mudanças, avanços. E ver grandes estrelas como a Fireblade tornar-se um clássico, significa que estamos avançado na estrada do tempo, ávidos por mudanças, mas saudosos daquilo que foi marcante em nossas vidas.

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