BMW G 650 GS Sertão pode ser sua por R$ 32.800

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Após apresentar o modelo G 650 GS Sertão no Salão das Duas Rodas em outubro de 2011, a BMW lançou oficialmente a moto no mercado Brasil. O evento ocorreu em Campos do Jordão, São Paulo, na última quinta (19) e sexta-feira (20).

A Sertão é o primeiro lançamento de um modelo mundial a ser criado por iniciativa brasileira e deverá substituir a extinta F 650 GS Dakar. Sua concorrente direta é a Yamaha Ténéré 660.

Na verdade, a G 650 GS Sertão está para a G 650 GS, assim como a extinta F 650 GS Dakar estava para a F 650 GS.

Trata-se de um modelo com as mesmas características da G 650 GS, ou seja, mesma mecânica reconhecida pela robustez e facilidade de condução. A principal característica dessa versão é o apelo mais off-road, obtido por meio do aro de 21″ na dianteira, fato que a torna muito mais valente para situações fora do asfalto.

Com ainda mais robustez, as suspensões foram recalibradas e receberam um incremento de 40 milímetros na dianteira e 45 milímetros de curso traseira, além de uma bolha dianteira mais alta, grafismos exclusivos e bagageiro preto.

Apesar de vir equipada com pneus Metzeler Tourance, na cerimônia de lançamento a moto foi apresentada com pneus Michelin T63 (homologados pela marca), ideais para poder tirar o máximo proveito em pistas de terra devido ao seu desenho mais off-road.

Tivemos a oportunidade de rodar entre Campos do Jordão e Monte Verde em um percurso com cerca de 50 quilômetros de terra e 100 quilômetros de asfalto. Mesmo com as irregularidades do terreno, que incluíam pedras e erosões, em nenhum momento acusamos o fim de curso nas suspensões ou qualquer tipo de fragilidade do conjunto.

Pudemos constatar que a Sertão está apta a ser um modelo de entrada da marca, principalmente para quem curte uma moto mais alta e robusta do que a tradicional “G”, como é conhecida a sua irmã.

Como diferencial em relação à sua principal concorrente, a Ténéré (R$ 31.110,00), ela possui motor mais suave e dócil, sendo muito mais confortável para a pilotagem em qualquer situação. Já a Ténéré é uma moto mais arisca e ganha na esportiva.

Outra diferença crucial é a presença do ABS (desconectável) e de aquecedores de manoplas de série.

O valor de R$ 32.800 não é baixo e conflita com modelos bicilíndricos de outras marcas, como Kawasaki Versys (R$ R$ 29.990,00, sem ABS) e Honda Transalp (R$ 31.800,00, sem ABS).

O produto é bom, bonito e é BMW, mas o preço pode assustar um pouco.


4 COMENTÁRIOS

  1. É só olhar pras fotos. Logo se vê que a Ténéré é muitíssimo mais robusta, mais forte, mais sincera do que a Sertão. Enquanto a Ténéré tem um tancão, carenagens apropriadas pro off-road, freios fortíssimos, etc. A sertão só tem adesivos bonitinhos e não muito mais do que isso pro off-road.
    Sou fã da Ténéré porque a moto é muito boa, ela consegue ser ao mesmo tempo simples, completa, robusta e atende perfeitamente ao que se propõe. Uma desbravadora de estradas, sejam quais forem as condições destas.
    A G 650 GS é uma moto boa, mas não dá pra se comprar com a Ténéré.
    Pra quem gosta de big-trail valente de verdade, há um vídeo no YT que mostra um comparativo entre algumas das pricipais big-trails da Europa (COMPARATIVA MAXIENDURO 2011), se não me engano o teste é feito na Itália.

  2. A Moto vibra feito um moedor de cana, não tem ao menos um marcador de combustível. Modelo da década de 90 no mercado europeu e toda chinesa. Ainda assim os germânicos bebedores de cerveja vem até aqui nos pedir 32k por esse protótipo de moto. MINHA NOSSA!!!! Com modelos tão mais interessantes pelo mesmo preço ou ainda bem mais em conta isso só pode ser piada mesmo.

    Acordemos! Ainda há tempo!!

    Ultimamente, não sei se é impressão minha. Mas, o site me parece propaganda pura. Haja visto matérias sobre Dafra, BMW e Harley. “Só um palpite.”

    Máterias de verdade sobre motos mesmo, não se vê há muito. Falta espírito de alguém motocilista, usuário, apaixonado, usuário viciado de verdade em moto, que possa narrar com paixão, contar uma história com a moto e traduzir a emoção em letras.

    E tenho dito: – Aqui está em falta!

    Não tem a mesma graça. Textos curtos, técnicos e propagandistas demais. Não me sinto lendo algo escrito por alguém que gosta de motos, mas sim por alguém que simplesmente tem que falar sobre elas.

    Abraço!

  3. Não dá pra comparar com a Teneré pelo menos na autonomia, esta última possue um tanque com 23 litros de capacidade. O visual da Teneré também é mais moderno e atual.

    O lado negativo da “Sertão” em relação a “G”, é que ficou sem cavalete central e usa pneus com câmara. A BMW com toda sua “tecnologia” não poderia colocar aros com raios, mas para uso de pneus sem câmara (como nas 1200, superteneré, ou Crosstourer ) ? Faz favor, isto não pode custar muito mais caro, não.É a mesma coisa, só muda o perfil do aro. Só a segurança que isto acrescenta já vale a pena. Deve ser falta de vontade dos fabricantes, ou talvez queiram deixar algo atrativo para o próximo lançamento.

    Ainda sobre o preço, também é um fator negativo. A “Sertão” ficou muito cara. O que ela tem de real vantagem em relação a “G”, para custar R$ 3 mil a mais ?

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