Alguém lembra da Honda CBX 750F ou “7 galo”?

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Qual adolescente dos anos 80 e 90 não tinha vontade de ter uma moto como essa? A Honda CBX 750F, também conhecida como “7 galo” chegou em 1986 como várias inovações tanto no motor como no design.

A Honda apostava alto na evolução do modelo CB 750 com motor de quatro cilindros, porém, ainda acompanhando essa evolução que a 750F chegou ao mercado. Inicialmente essa máquina só era disponível aqui no Brasil na cor preta e era montada na Zona Franca de Manaus com baixo índice de nacionalização – quase zero. A “7 galo” possuía elegância e ótimo desempenho deixando para trás, em opções, as famosas CB 400 e CB 450.

Perguntam sempre o por quê do apelido, e aqui vai a explicação: a moto é 750, no jogo do bicho 50 é galo, portanto 7+50 = 7 galo. Bacana né?! Pois bem, continuando, algumas pessoas não gostavam do som de seu motor, pois parecia um motor velho e gasto. Aí é que se enganavam. Esse barulho chato vinha da única desvantagem dessa moto conhecida como “batida de tucho” e para consertar os 16 tuchos da CBX era muito caro. Mas, mecânica à parte, vamos ao que interessa: o motor possuía 82cv o que levava a motocicleta de 0 a 100Km/h em 5,5 segundos, e tinha uma velocidade máxima de 214Km/h. Seus escapes eram 4×2, tinha freios a disco nas duas rodas e faróis duplos.

No Brasil, essa supermáquina era vendida a Cz$400.000, equivalente a US$29.050, por isso ganhou mais um apelido, a da 750 mais cara do mundo. De início, apenas setecentas unidades chegaram ao país iguais às vendidas lá fora, porém com uma pequena alteração: sistema de admissão de combustível modificado, para que pudesse usar gasolina misturada com álcool. Legal? Lógico que não! O motor perdia, com isso, 9cv de potência e tinha perda na sua taxa de compressão ( de 9,3:1 para 8,8:1) – tudo isso logo quando ela chegou em 1986.

Ano seguinte, 1987, a CBX 750F começou a ter 40% de suas peças fabricadas no Brasil. Com isso outras alterações também foram feitas, assim como sua carenagem ficou mais robusta, seus semi-guidões ficaram mais altos, os dois faróis foram cobertos por uma lente e a roda dianteira passou de 16” para 18”. A pilotagem ficou mais agradável, mas perdeu-se um pouco da esportividade contida no modelo anterior. Já o motor continuou a mesma coisa e mesmo com as alterações, a velocidade final chegava a 213,9 Km/h.

Uma curiosidade, a Honda brasileira alterou o painel importado. De que forma? No modelo japonês havia uma luz que indicava se a lâmpada da lanterna traseira estivesse queimada. Por motivos tecnológicos, somente aqui no Brasil esta luz foi retirada e para não ficar um buraco negro, criou-se a indicação TOP, que indicava o engate da sexta marcha, o que incomodava o percurso durante a noite.

Como todo grande exemplo da história mundial, a querida “7 galo” teve sua ascensão, seu apogeu e também sua queda. E esta começou com a introdução do modelo CBX 750 Indy introduzido em 1990. Houveram diversas mudanças no seu estilo e no seu design, assim como o aumento do seu peso. Os consumidores não gostaram do visual e começaram a se interessar por outros modelos de outras marcas. Para se ter uma idéia de quanto as vendas caíram, vejam: em 1989 eram vendidas 2.390 unidades, em 1991 apenas 645. A Honda dava fim à CBX 750F com a importação da CBR 600F e a 1000F. Em 1994, a “7 galo” deixava o mercado nacional com um total de 11.312 motos vendidas. Para muitos, ainda hoje, esse modelo ainda causa fascinação e não é difícil vê-lo pelas ruas do país ou em alguma loja de motos usadas. Ainda bem que existem os colecionadores e os apaixonados pelos modelos clássicos desses veículos que tanto nos faz sentir livres para todas as situações.

8 COMENTÁRIOS

  1. O som dela é maravilhoso, nunca terá igual, ótima moto, ótima pra fazer curvas,deito com a minha sem problemas, não vi um defeito nela até hoje.
    Deixa muita moto esportiva lançada agora nesses ultimo anos pra trás.
    Tenho um ciúme tão grande dá minha,só que como no momento estou vendendo tenho que deixar esse ciúme um pouco de lado.
    De todas que já tive essa é a melhor!

  2. sete galo senpre sera sete galo,bom site precisamos de site para trocar ideias sobre a moto,gostaria de saber o pneu 110-80-18 para dianteira da certo pois e um pouco mais largo,,,alquen ja tem esse pneu me informe obrigado

  3. Quando era piá, eu achava legal mas… o tempo passa e hoje nossa eu vejo uma e com certeza não compraria aliás, tive a mesma impressão com outromodelos de outras marcas como suzuki, kavasaki, yamaha, acho que com o tempo a tecnologia e design vão evoluindo e fica impossível continuar e acho que não seria um colecionador abraço a todos!

  4. Eu tive uma igual esta da foto, vermelha e branca, muito show, gostosa de dirigir apesar do pesso, lebro ate hj quando cheguei em casa com ela, eu tinha uma XLX 250 e minha mae vivia no meu pe, naquele dia chequei com a CBX 750 em casa, ela levou as maos a cabeça e comentou “agora se mata”, graças a deus esta profecia nao se realizou, saudades…….

  5. Sou admirador do site, mas não posso deixar de comentar sobre a falta de cuidado na finalização de algumas matérias. Esta por exemplo está cheia de erros de digitação. Outra coisa, o segundo parágrafo está confuso e quem disse que a 750F tem motor em V? O motor é four em linha. De qualquer forma, parabéns pelo trabalho.

    • João, ficamos grato que você tenha notado o pequeno deslize sobre o motor. Já corrigimos tanto essa linha como o corretor automático do Word que altera certas palavras.

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